Foi confirmado um segundo caso de febre do Nilo Ocidental na Extremadura, este ano. Trata-se de uma mulher de 67 anos, residente em Valdetorres, que permanece internada no Hospital de Mérida, segundo informação do Serviço Extremeño de Saúde (SES).
O primeiro caso tinha sido conhecido na quinta-feira. Uma mulher de 86 anos, residente em Don Benito, esteve hospitalizada, mas já recebeu alta e encontra-se em casa.
Os números registados no ano passado deixam as autoridades em alerta. Em 2025, a Extremadura contabilizou 39 casos de febre do Nilo Ocidental, cinco dos quais resultaram em morte.
Perante os novos casos, a direção do SES alertou as gerências das oito áreas de saúde da região para reforçarem a vigilância e aumentarem a capacidade de diagnóstico perante eventuais casos suspeitos.
As autoridades recordam que cerca de 80% das infeções pelo vírus do Nilo Ocidental são assintomáticas. Alguns casos acabam, aliás, por ser identificados através das análises realizadas pelo Banco de Sangue às dádivas.
Quando existem sintomas, estes podem incluir febre, dores de cabeça, dores musculares, dor de garganta, falta de apetite, náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal, erupções cutâneas ou inflamação dos gânglios linfáticos.
O vírus tem origem sobretudo nas aves silvestres e domésticas, que funcionam como hospedeiros. A transmissão ocorre através da picada de mosquitos que se alimentam de aves infetadas e podem posteriormente transmitir o vírus a outras aves e, de forma acidental, a cavalos e seres humanos.
A deteção de novos casos na Extremadura mantém também a vigilância epidemiológica reforçada nas regiões fronteiriças com Espanha.