O ranking destaca adegas que se distinguem pela combinação entre história, qualidade dos vinhos, aposta na sustentabilidade e excelência da experiência oferecida aos visitantes.
“Ter três adegas do Alentejo num top 50 mundial é um reconhecimento extraordinário”, afirma José Manuel Santos, presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA). “Confirma aquilo que muitos visitantes já sentem no terreno: o Alentejo é hoje uma das regiões vínicas mais interessantes da Europa, onde autenticidade, inovação e hospitalidade andam de mãos dadas.”
Portugal está representado no ranking com cinco projetos: Herdade do Sobroso (Alentejo), Fitapreta (Alentejo), Torre de Palma (Alentejo), Quinta do Bomfim (Douro) e Quinta da Aveleda (Vinhos Verdes).
“Para uma região relativamente pequena a nível mundial, concentrar três dos cinco projetos portugueses distinguidos pela Forbes é muito significativo,” sublinha José Manuel Santos. “Mostra a consistência do trabalho que tem sido feito pelos produtores, quer na qualidade dos vinhos, quer na criação de experiências de enoturismo que respeitam a paisagem, a cultura local e o ritmo próprio do Alentejo.”
Localizada junto ao Alqueva, a Herdade do Sobroso alia a produção de vinhos de autor a um wine hotel inserido em plena paisagem alentejana, com provas de vinhos, programas na natureza e uma forte ligação ao território.
A Fitapreta, instalada num antigo paço do século XIV às portas de Évora, é um projeto pioneiro liderado pelo enólogo António Maçanita, com forte aposta na recuperação de castas históricas e numa abordagem contemporânea ao Alentejo.
Já a Torre de Palma Wine Hotel & Winery, no Alto Alentejo, combina um hotel de design, inspirado nas antigas casas senhoriais alentejanas, com uma adega boutique que valoriza a tradição e o terroir, oferecendo programas completos de enoturismo.
Em 2026, o Baixo Alentejo será Capital Europeia do Vinho, título atribuído pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho a uma candidatura conjunta de 13 municípios, reforçando o papel da região como embaixadora dos vinhos europeus.
No mesmo ano, o Alentejo foi escolhido pela Global Wine Tourism Organization (GWTO) para acolher o “GWTO Global Summit 2026”, a principal cimeira mundial dedicada ao enoturismo, que integrará a programação oficial da Capital Europeia do Vinho 2026 atribuída ao Baixo Alentejo.
“Quando olhamos para este contexto — três adegas no top 50 mundial da Forbes, o Baixo Alentejo como Capital Europeia do Vinho 2026 e a escolha do Alentejo para receber o GWTO Global Summit — percebemos que há aqui uma história coerente de afirmação internacional,” reforça José Manuel Santos. “O Alentejo está a dar cartas no enoturismo responsável e de qualidade, e isso é uma excelente notícia para os produtores, para o território e para o país.”
Nos últimos anos, a estratégia de promoção turística do Alentejo tem colocado o vinho e a gastronomia no centro da comunicação internacional, integrando-os com a oferta de paisagem, aldeias históricas, património classificado pela UNESCO e experiências ao ar livre ao longo de todo o ano. A distinção das adegas alentejanas pela Forbes, a Capital Europeia do Vinho 2026 no Baixo Alentejo e a realização do GWTO Global Summit 2026 na região vêm consolidar o Alentejo como um dos destinos de enoturismo mais relevantes à escala global.