Porque o que define um campeão não é evitar a queda. É levantar-se depois dela. E André levantou-se. Voltou à pista com garra, recuperou o ritmo e lutou até ao último metro, assegurando uma medalha histórica para Portugal, perante uma prova épica.
Estremoz e o Alentejo têm motivos de orgulho: o seu atleta mostrou coragem, resiliência e a alma de quem representa o país ao mais alto nível. Hoje, André Soares provou que há vitórias que começam exatamente no momento em que se decide continuar.
Zita, a mãe de André (na foto exibindo a bandeira de Estremoz) foi quem mais sofreu a cada volta. No final, encontraram-se num abraço maior que qualquer pódio. Um abraço de orgulho, alívio, força e amor.
A página do Paralímpicos escrevia há momentos que «por trás de cada atleta há sempre uma mãe, uma família que também corre, também cai e também vence com ele.»

