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2024-02-27

Despovoamento avança no Alentejo

 
Cerca de 30 por cento dos alentejanos com idades compreendidas entre os 15 e os 39 anos deixaram o país, em algum momento das suas vidas, estando a residir actualmente no estrangeiro, segundo consta do “Atlas da Emigração Portuguesa”, que será lançado esta semana

   De acordo com os estudos realizados, desde 2001, saíram do país, em média, mais de 75 mil pessoas por ano, revelando os Censos que o Alentejo tinha perdido à ordem 11 pessoas por dia. Em 2021 a região contabilizava 468 815 habitantes, registando uma redução  de 41 034 pessoas (-8.10%) face a 2011. Mais: A pobreza está acima dos 25% e a crescer, faltam trabalhadores qualificados e não qualificados. Não há acesso à habitação, devido ao custo das casas.

   O maior volume de saída verificou-se entre 2010 e 2019, com o auge em 2013, em plena intervenção da troika, ano em que 120 mil portugueses deixaram o país. Sabe-se que 70% dos que partem têm entre 15 e 39 anos.

   Citado pelo semanário Expresso, jornal que avança notícia, o coordenador do Observatório da Emigração, Rui Pena Pires considera ser um número muito alto, com um efeito muito negativo na natalidade.

   O mesmo estudo revela que quase um terço das mulheres em idade fértil saiu para a emigração - de tal forma que os nascimentos de filhos de mãe portuguesa no estrangeiro já equivalem a cerca de 20% do total de nascimentos em Portugal.

   As sucessivas crises económicas são a causa apontada para o êxodo dos jovens nascidos em Portugal. O Alto Alentejo e Alentejo Central estão entre as sub-regiões do país que perderam mais população devido à taxa média anual líquida  de migração, entre 2010 e 2019.

   O Alto Alentejo viu sair uma média de quatro pessoas por cada mil habitantes todos os anos, enquanto no Alentejo Central saíram 3,66 pessoas por cada milhar de residentes. Já o Baixo Alentejo também registou perda, embora se tenha revelado  menos significativa, com uma média anual líquida de 1,65 pessoas por cada mil habitantes.

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