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2023-06-23

Estremoz espera um Verão de casa cheia com o enoturismo a dar uma boleia

 
Na adega João Portugal Ramos o enoturismo tem mostrado os seus argumentos entre arte, história, património, sala de provas ou refeições. Sim, a adega Vila Santa é uma marca incontornável entre o turismo que por cá se faz à volta dos vinhos
 
TEXTO l Roberto Dores
 FOTOS l CME

   Voz ao presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, que perspectiva o «acréscimo» da procura de visitantes - oriundos de Portugal e do estrangeiro - para estes meses mais quentes, ou época alta, se preferir. Uma «onda optimista» para o Verão turístico no concelho, «em concreto com a parte do enoturismo», sublinha, com base nos actuais indicadores.

   O autarca falava em plena casa de João Portugal Ramos traduzida num dos melhores exemplos do que o enoturismo nacional tem para oferecer. E logo em Estremoz!

   «É uma empresa que tem cartas dadas no sector e acredito que vai ser um Verão quente e com acréscimo na procura neste segmento de turismo. Em Estremoz temos vários bons exemplos», acrescenta o autarca, dando sequência ao que a própria ministra da Agricultura já tinha assegurado durante a mesma visita.

   Maria do Céu Antunes já afirma, sem margem para um pingo de dúvidas, que o enoturismo «é mais do que um nicho» no Alentejo, numa altura em que quem procura esta oferta ambiciona «conhecer e ter experiências».

   Por aqui é possível visitar as caves, provas de vinhos, workshop de cozinha alentejana, “Ser enólogo por 1 dia”, participação nas vindimas (apanha da uva e pisa tradicional nos lagares de mármore), circuito a pé pela vinha, cursos vínicos, teambuilding e eventos empresariais.
 

   Argumentos que convencem a ministra: «Num sítio como este percebemos que associado à produção de vinho há o enoturismo e um património tão valioso para conhecer na região. Os barros de Estremoz, os bordados de Arraiolos... Évora. Aquando da vindima  todos são recebidos nestas e noutras casas, que abre as portas para isto mesmo».

   A titular da Agricultura escolheu João Portugal Ramos para encerrar o périplo pelo distrito de Évora no âmbito do Governo mais Próximo, tendo adjectivado o empresário de «gigante da produção de vinho».

   Aos dias de hoje emprega mais de cem pessoas e produz por ano 7 milhões de garrafas, exportando para 50 países. Chegou ao Alentejo em 1980. Era um jovem engenheiro agrónomo. Hoje está a passar quatro décadas de experiência aos dois filhos.

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