Pedro Proença sublinhou que o percurso da equipa orientada por Bino Maçães «não é obra do acaso», mas antes o resultado de «uma estratégia clara, moderna e alinhada com todos os agentes do futebol português».
«O título mundial de sub-17 confirma o talento desta geração, mas confirma sobretudo a qualidade de um modelo de formação que está a ser profundamente modernizado. Óscar Tojo tem tido um papel silencioso, mas absolutamente decisivo neste processo», afirmou o presidente da FPF.
Proença destacou o «trabalho invisível» realizado pelo eborense, lembrando que a federação tem procurado reforçar a articulação com associações e clubes, destacando a importância dessa rede no desenvolvimento dos jovens jogadores.
«A visão técnica e pedagógica implementada pelo Óscar trouxe ao futebol de formação português uma nova forma de trabalhar, inclusiva, rigorosa e coerente. Os resultados começam agora a tornar-se evidentes», acrescentou.
O presidente da FPF reconheceu ainda o legado histórico de Carlos Queiroz na estruturação do futebol jovem, mas considera que Portugal atravessa hoje «um novo ciclo»
«Tal como a geração de Queiroz marcou uma época, acredito que a filosofia de trabalho que estamos hoje a consolidar deixará uma marca indelével nas próximas décadas», afirmou.
A federação planeia continuar a investir na modernização dos processos de formação, dando continuidade à estratégia que, segundo Pedro Proença, «tem permitido colocar Portugal entre as principais referências mundiais no desenvolvimento de talento jovem».

