O levantamento, realizado junto de uma amostra representativa da população entre os 18 e os 64 anos, mostra que o controlo orçamental é uma regra: 3,7 milhões de portugueses estabelecem um limite de gastos, com destaque para famílias com crianças pequenas e pessoas da classe média. Em média, cada português oferece seis presentes e 70% tenciona gastar até 250 euros.
Na hora de escolher o que oferecer, os gostos e necessidades de quem recebe (70%) são o critério mais importante, seguidos da utilidade (47%) e do significado emocional (30%) — sinal de que o consumo nesta quadra é cada vez mais ponderado e consciente.
Centros comerciais continuam no topo das preferências
Os centros comerciais mantêm-se como o principal local de compras, escolhidos por 79% dos inquiridos, especialmente entre os 25 e os 34 anos. A conveniência, a variedade de lojas e o estacionamento são os fatores mais valorizados. Seguem-se os super e hipermercados (14%), as plataformas online (11%) e o comércio tradicional (9%), este último mais procurado por consumidores entre os 55 e os 64 anos.
As decorações e experiências natalícias também pesam na decisão: 44% dos visitantes valorizam as ativações sensoriais (música, luzes e aromas) e 41% a decoração, fatores que tornam as visitas mais agradáveis e reforçam o espírito de Natal.
Um Natal mais racional, mas com o mesmo espírito
Apesar de um comportamento mais racional e planeado, o estudo mostra que a emoção continua a ser central nesta época. Para 73% dos portugueses, o Natal é sinónimo de união familiar e partilha. As emoções mais evocadas são a alegria (56%), a proximidade (54%) e a nostalgia (52%).
Com este retrato, a Sonae Sierra — gestora de centros como o Colombo, NorteShopping e CascaiShopping — pretende antecipar tendências de consumo e adaptar as experiências natalícias às expectativas dos visitantes.

