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2023-10-26

Hospital Central do Alentejo irá a tempo de abrir em 2024? Autarca receia que não

O tema é caro na região. Quando as obras do futuro hospital arrancaram estimava-se que a conclusão pudesse ocorrer no final de 2023 ou no início do próximo ano. Com o passar do tempo o prazo foi alargando. Passou para Junho de 2024 e agora é apontado o final do ano que vem. Mas o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, acha que já curto, porque há obras complementares que poderão atrasar ainda mais o processo
 
TEXTO | Roberto Dores
 
   «A construção do hospital não significa a entrada em funcionamento do hospital», ressalva o autarca eborense, em declarações transmitidas pela página oficial do Município, alertando que «além da construção há a necessidade de equipar» a futura unidade de saúde.

Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara de Évora, duvida que o futuro hospital abra portas antes de 2025  
 
   Nesse sentido, o autarca relembra que é preciso fazer o concurso para compra dos equipamentos, «que ainda nem sequer começou», sublinha, puxando também pela construção das acessibilidades e rede de água e saneamento. 

   Acrescenta que a Câmara se «disponibilizou a ajudar o Ministério da Saúde para resolver o assunto», embora até à data as terras não estejam expropriadas. Um passo essencial para construir as acessibilidades e rede de água e saneamento. Portanto, enfatiza o autarca, «começa a estar muito apertado para no ano de 2024 termos o hospital».

   O projecto está pronto com vista ao lançamento do concurso público, mas Carlos Pinto de Sá diz que, para isso acontecer, é necessário o financiamento - que hoje quase duplica o valor inicial - a par da cedência dos terrenos por parte do Estado.  

   «Estamos a falar de uma obra estimada em, pelo menos, 11 milhões de euros. Para começarmos uma obra deste calibre, para além de termos a certeza de que o dinheiro está disponível, temos que ter os terrenos», destaca, sublinhando que não é possível fazer apenas «um bocadinho da obra e o outro bocadinho fica por fazer».

   Citada pela SIC sobre este tema, Maria Filomena Mendes, presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo, justifica o atraso nas obras com os «impactos das alterações das cadeias logísticas, relacionadas com a pandemia e com a guerra na Ucrânia». Garante, no entanto, que «todos os problemas críticos foram superados».

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