Em declarações à TSF, Paula Marques, membro da comissão provisória do novo partido, explica que a iniciativa nasceu da perceção de que “a esquerda, de uma forma geral, distanciou-se do dia a dia” e dos problemas concretos das pessoas e das famílias.
Para a dirigente, esse afastamento é também visível nos resultados eleitorais alcançados pelos partidos de esquerda.
“Temos uma situação estratosférica de aumento do custo de vida, em que as famílias não conseguem responder à questão da habitação, do caos que existe na saúde, e uma ameaça da Segurança Social e das reformas”, afirma Paula Marques.
Entre as preocupações apontadas pelo movimento estão ainda os aumentos dos combustíveis e dos preços do cabaz alimentar, num contexto de salários considerados baixos.
A nova força política defende uma “radicalidade democrática para ir à raiz dos problemas”, procurando apresentar respostas para questões que considera fundamentais e inverter a tendência de perda de qualidade de vida.
Paula Marques rejeita, por isso, a repetição das soluções utilizadas até agora, considerando que “as mesmas fórmulas não resultaram”.
A responsável garante que o novo partido pretende ser “combativo” e “participado”, assumindo uma intervenção política mais próxima dos problemas concretos da população.
A apresentação oficial da nova força política está marcada para esta quarta-feira, numa conferência de imprensa, onde deverão ser conhecidos mais detalhes sobre o projeto, a sua designação e os próximos passos para a constituição do partido.