Setenta caçadores foram detidos pela GNR na última época venatória por exercerem a atividade em terrenos onde a caça era proibida ou sem acesso legal. Os casos foram registados durante a operação “Artémis 2025/2026”, que fiscalizou mais de 10 mil caçadores em todo o país.
No total, a Guarda Nacional Republicana (GNR) fiscalizou 10.751 caçadores, tendo detetado 136 crimes e efetuado 133 detenções.
A maioria das detenções — 70 casos — esteve relacionada com o exercício da caça em terrenos não cinegéticos, áreas de não caça ou zonas de caça às quais os caçadores não tinham acesso legal.
A fiscalização vai agora ser reforçada com o arranque da operação “Artémis 2026/2027”, que decorre até 28 de fevereiro de 2027, em todo o território nacional.
A operação é coordenada pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) e tem como objetivo fiscalizar o cumprimento das regras da atividade cinegética, prevenir infrações e proteger a biodiversidade e a segurança pública.
Além dos casos relacionados com zonas proibidas, a GNR registou na última operação 32 detenções por incumprimento das normas de conservação da fauna, nomeadamente envolvendo espécies cinegéticas.
Foram ainda levantadas 345 contraordenações, incluindo 91 por falta de documentação obrigatória, 75 relacionadas com o transporte de armas fora das condições previstas na lei e 61 relativas a infrações cometidas pelas entidades gestoras das zonas de caça.
A GNR recorda ainda que os caçadores devem respeitar as distâncias de segurança previstas na legislação, incluindo 250 metros em relação a habitações, quando não exista consentimento, e 100 metros relativamente a locais artificiais de alimentação.