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2026-08-14

A noite em que um pastor alentejano diz ter visto um OVNI sobre o seu rebanho

Há noites que ficam na memória. E há outras que, passados anos, continuam a levantar perguntas.

Na madrugada de 14 de agosto de 1995, Jorge Lota, pastor, estava deitado junto ao seu rebanho, nos arredores de Ferreira do Alentejo. Pouco depois das duas da manhã, algo interrompeu o silêncio dos campos.

Primeiro, ouviu um zunido. Depois, percebeu que não conseguia mexer-se. Quando levantou os olhos, deparou-se, segundo o seu relato, com um objeto no céu, de formato semelhante a um “charuto acabaçado”, envolto numa luz azul.

Mas não estava sozinho naquela aparição.

Perto do chão, duas luzes alaranjadas deslocavam-se rapidamente pelos campos, provocando agitação entre as cabras. Jorge Lota conseguiu pegar na espingarda e tentou chegar à carrinha. Foi então que surgiu outro detalhe estranho: apesar de rodar repetidamente a chave, o motor não pegava.

Sem saber o que estava a acontecer, decidiu abandonar o local a pé. Correu cerca de um quilómetro até ao monte mais próximo, onde outras pessoas terão também observado uma pequena luz a atravessar rapidamente os campos antes de desaparecer.

Quase três horas depois, já perto das cinco da manhã, Jorge Lota voltou para junto do rebanho. E, de acordo com o seu testemunho, o episódio ainda não tinha terminado.

O objeto voltou a aparecer, desta vez aparentemente suspenso junto à subestação elétrica da região. Permaneceu ali durante alguns instantes até que, subitamente, ganhou velocidade e desapareceu no horizonte.

O que aconteceu naquela madrugada?

Um fenómeno atmosférico? Algum tipo de aeronave? Uma interpretação errada provocada pela escuridão e pelo medo? Ou algo para o qual, ainda hoje, não existe uma explicação convincente?

Para além de pastor, Jorge Lota era conhecido na região por outra atividade que exerceu durante mais de quatro décadas: era “endireita”.

No seu monte, recebia pessoas vindas de vários pontos do país, e até de Espanha, que procuravam os seus conhecimentos para tratar problemas físicos. “Não é qualquer um que pode fazer isto. Mexer no corpo de uma pessoa é algo muito delicado e de grande responsabilidade. Não se ensina nem se explica; ou se tem aptidão ou não se tem”, dizia habitualmente o “dr. Jorge”, como era conhecido, numa entrevista ao site A.ruralidades.

E, apesar dos anos, não pensava em abandonar a atividade. “Como posso deixar esta prática, se aqui vêm pessoas de todo o País? Até espanhóis cá aparecem?”, questionava.

Jorge Lota morreu em 2019, deixando para trás a memória de um homem conhecido no Alentejo pela vida de pastor, pela sua atividade como “endireita” e, para muitos, também por aquela estranha madrugada de agosto de 1995.

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