Não. Pelo menos, não no sentido de uma guerra convencional.
“Guerra híbrida” é o termo usado para descrever um conjunto de ações hostis que podem incluir sabotagem, espionagem, ciberataques, desinformação ou ataques com drones, procurando atingir um país sem desencadear uma guerra militar aberta.
No caso alemão, Berlim considera que o ataque com drones contra o aeroporto de Leipzig/Halle, ocorrido em agosto, faz parte de um padrão mais amplo de ações russas contra países europeus. A Rússia nega as acusações.
O próprio ministro alemão do Interior, Alexander Dobrindt, deixou uma coisa clara: “A Alemanha não está em guerra”, embora tenha afirmado que o país se tornou alvo de uma guerra híbrida.
Ou seja, quando se fala em “ataques híbridos”, não significa que a Rússia tenha declarado guerra à Alemanha ou que exista uma guerra convencional entre os dois países.
Significa que Berlim acusa Moscovo de recorrer a métodos que ficam abaixo do nível de uma guerra aberta — mas que podem causar danos, criar instabilidade e testar a capacidade de resposta de um país.
É uma forma de conflito mais difícil de identificar e de responder, precisamente porque nem sempre existe um exército, uma frente de batalha ou uma declaração formal de guerra.