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2024-02-19

Alentejo está entre as regiões da Europa que perderam mais jovens talentos

O Alto Alentejo e Alentejo Central estão entre as sub-regiões do país que perderam mais população devido à taxa média anual líquida de migração, entre 2010 e 2019

   O Alto Alentejo viu sair uma média de quatro pessoas por cada mil habitantes todos os anos, enquanto no Alentejo Central saíram 3,66 pessoas por cada milhar de residentes.

   Já o Baixo Alentejo também registou perda, embora se tenha revelado menos significativa, com uma média anual líquida de 1,65 pessoas por cada mil habitantes.

   Só o Alentejo Litoral se apresentou em contraciclo com a tendência regional, logrando ganhar população à "boleia" de imigração, traduzindo um saldo positivo de 0,63 pessoas por cada mil habitantes.
 
   O estudo que tem por base a perda de jovens talentos, mostra, assim, como o Alentejo está entre as regiões da Europa que perderam mais jovens qualificados nos últimos tempos - em toda a União Europeia - devido à emigração. Um cenário que coloca os três distritos entre as regiões que são elegíveis para um programa da Comissão Europeia que se destina a apoiar dez territórios para tentar travar a emigração de trabalhadores qualificados.

   Acima da elevada taxa do Alto Alentejo está apenas a região do Tâmega e Sousa, tendo a Comissão Europeia realizado um levantamento do saldo migratório em função do número de licenciados em cada região, entre 2015 e 2020. Concluiu a comissão que há 36 territórios que registam uma emigração significativa de pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 39 anos

   O programa comunitário de apoio contempla o aconselhamento que promete ajudar as dez regiões onde os jovens talentos registam a tendência de "fuga" para o exterior, mas, ainda assim e segundo uma notícia avançada pelo JN, apenas são citadas em Portugal as regiões do norte e Açores e Madeira.

   Trata-se de um programa que vai ser gerido por especialistas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e consiste na realização de "análises detalhadas, recomendações políticas e planos de acção adaptados", segundo explica a própria comissão.

   Entre as várias sub-regiões europeias, a Comissão analisou ainda o saldo natural entre nascimentos, número de mortes e taxa de migração, apurando que a taxa média anual líquida na União Europeia está fixada nos 2,24. Em Portugal apenas a sub-região do Oeste se consegue aproximar desse valor com uma taxa de 2,7.

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