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2023-10-18

Autarca de Estremoz diz que «décadas de desleixo» deixaram rede de água em «estado miserável»

 
 
O tema marcou a abertura da reunião de Câmara que teve lugar esta quarta-feira. O vereador do Movimento Independente por Estremoz (MiETZ), Joaquim Crujo, questionou a autarquia sobre a quantidade de rupturas na rede pública de água e a morosidade das reparações, que chegam a demorar semanas. Na resposta, o presidente do Município, José Daniel Sádio, assumiu que o problema «é gravíssimo e recuou no tempo para atribuir responsabilidades aos anteriores executivos liderados pelo MiETZ de Luís Mourinha
 
TEXTO | Roberto Dores

 
   José Daniel Sádio adjectivou mesmo o actual estado da rede pública de «miserável», assumindo que se chegou até aqui, porque o concelho desperdiçou as oportunidades oferecidas pelos quadros comunitários de apoio.

   «Houve uma proposta de início de resolução em Estremoz, que envolvia financiamento público de 11 milhões de euros, que o seu presidente rasgou», referiu o autarca, aludindo a Luís Mourinha.

   E prosseguiu: «Quando nós perdemos 80% da água que captamos, quer dizer que estamos no 'top 3' das câmaras do país ao nível das perdas de água na distribuição», sublinhou o edil, voltando a culpar as alegadas «décadas de desleixo» e «total inaptidão» dos anteriores executivos.

   Denunciou ainda o que considerou ser a «forma totalmente negligente» relativa ao abandono do investimento público de 11 milhões de euros que estava previsto para a água. Acrescentou que se pagaram ainda 400 mil euros em projectos que estavam feitos e nunca foram executados.

   Eis os motivos, insistiu José Daniel Sádio, que colocam hoje o Município «no meio de um problema» que carece de um investimento de dezenas de milhões de euros «que nenhuma câmara tem capacidade para resolver», assegurou. Pego nos 20 milhões de euros do orçamento anual da autarquia que conferem uma capacidade de investimento entre o milhão a milhão e meio de euros por ano.

   A solução poderá ser encontrada à boleia de um trabalho que está a ser feito entre os técnicos de Câmara e da EPAL (Empresa Pública de Águas Livres) em torno do levantamento das necessidades, para que o problema de abastecimento se resolva, pondo fim à quantidade de rupturas na rede de Estremoz. José Daniel Sádio deu exemplo de um dia em que o concelho chegou a ter 12 rupturas em simultâneo.

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