A Federação Romena de Futebol (FRF) aprovou esta sexta-feira uma nova medida destinada a combater o bullying, os insultos e a pressão exercida por pais e espectadores durante os jogos de futebol juvenil, entre os 7 e os 16 anos.
O novo cartão preto tem uma consequência particularmente pesada: quando é exibido, a partida termina imediatamente e não pode ser retomada.
Entre os comportamentos que podem levar à sua exibição estão os abusos verbais, incluindo insultos e ofensas, bem como agressões físicas.
A medida abrange situações em que pais ou outros espectadores batam ou empurrem os próprios filhos, elementos das equipas, árbitros ou adversários, assim como conflitos verbais ou físicos entre pais e adeptos.
Primeiro há um aviso. Depois pode vir o cartão pretoA Federação Romena prevê, contudo, uma intervenção gradual antes de chegar à sanção máxima.
Perante comportamentos inadequados nas bancadas, o árbitro deve começar por interromper temporariamente o jogo, permitindo que os treinadores intervenham diretamente junto dos espectadores.
Caso a situação persista, o encontro pode ser novamente interrompido durante 10 minutos, com as equipas a recolherem aos balneários.
Só se estas medidas não forem suficientes é que o árbitro poderá recorrer ao cartão preto e dar o jogo por terminado.
A nova regra pretende colocar um travão a comportamentos de adultos que, segundo a federação, podem transformar jogos destinados à formação e diversão das crianças em ambientes de pressão, conflito e violência.
A nova medida começa também a ser bem vista por alguns agentes ligados ao futebol de formação em Portugal, que consideram que o comportamento dos adultos à volta do campo pode, em determinados casos, ultrapassar os limites do aceitável e colocar pressão desnecessária sobre crianças e jovens.
A ideia de responsabilizar diretamente os espectadores é vista como uma forma de proteger o ambiente dos jogos e devolver o protagonismo aos jovens jogadores, evitando que insultos, discussões ou confrontos entre adultos acabem por transformar momentos de aprendizagem e convívio em situações de tensão.
A eventual adoção de uma medida semelhante em Portugal poderá, por isso, abrir o debate sobre até onde deve ir a intervenção dos árbitros perante comportamentos inadequados nas bancadas.