Durante a cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, recordou a dimensão da tragédia e prestou homenagem às vítimas e aos bombeiros que combateram um dos incêndios mais marcantes da história recente da capital.
“O incêndio do Chiado destruiu 18 edifícios, deixou muitos lisboetas sem casa e tirou a vida a Joaquim Diogo Catana Ramos, que tinha apenas 31 anos e a vida pela frente. Escolheu enfrentar o perigo para salvar o coração de Lisboa e pagou o preço mais alto”, afirmou Carlos Moedas.
O incêndio, considerado o maior desastre urbano ocorrido em Lisboa desde o terramoto de 1755, devastou uma parte significativa de uma das zonas mais emblemáticas da cidade e deixou marcas profundas no comércio, nos moradores e nos trabalhadores do Chiado.
A cerimónia realizou-se numa data que coincide também com o Dia Municipal do Bombeiro, reforçando a homenagem a todos aqueles que estiveram na linha da frente no combate às chamas.
Trinta e oito anos depois, o Chiado é hoje uma zona totalmente recuperada e voltou a afirmar-se como um dos principais pontos de encontro de lisboetas e turistas. Mas a memória daquela madrugada de 25 de agosto de 1988 continua bem presente na história da cidade.