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2026-08-25

Chiado recordou o bombeiro que deu a vida pelo ´coração de Lisboa´

O maior desastre urbano da capital desde o terramoto de 1755 foi evocado esta terça-feira, 25 de agosto, numa cerimónia na Rua do Carmo. Carlos Moedas recordou o bombeiro que morreu a combater as chamas e assinalou também o Dia Municipal do Bombeiro.

O desastre urbano que atingiu o Chiado, na madrugada de 25 de agosto de 1988, não foi esquecido. Exatamente 38 anos depois, a Câmara Municipal de Lisboa promoveu, esta terça-feira, uma evocação histórica na Rua do Carmo.

Durante a cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, recordou a dimensão da tragédia e prestou homenagem às vítimas e aos bombeiros que combateram um dos incêndios mais marcantes da história recente da capital.

“O incêndio do Chiado destruiu 18 edifícios, deixou muitos lisboetas sem casa e tirou a vida a Joaquim Diogo Catana Ramos, que tinha apenas 31 anos e a vida pela frente. Escolheu enfrentar o perigo para salvar o coração de Lisboa e pagou o preço mais alto”, afirmou Carlos Moedas.

O incêndio, considerado o maior desastre urbano ocorrido em Lisboa desde o terramoto de 1755, devastou uma parte significativa de uma das zonas mais emblemáticas da cidade e deixou marcas profundas no comércio, nos moradores e nos trabalhadores do Chiado.

A cerimónia realizou-se numa data que coincide também com o Dia Municipal do Bombeiro, reforçando a homenagem a todos aqueles que estiveram na linha da frente no combate às chamas.

Trinta e oito anos depois, o Chiado é hoje uma zona totalmente recuperada e voltou a afirmar-se como um dos principais pontos de encontro de lisboetas e turistas. Mas a memória daquela madrugada de 25 de agosto de 1988 continua bem presente na história da cidade.

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