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2026-08-14

Combustíveis sobem mais depressa do que descem?

Esta semana, a descida do gasóleo e da gasolina rondou os oito a 10 cêntimos por litro. Na próxima segunda-feira, o movimento inverte-se. O gasóleo sobe 10 cêntimos por litro e a gasolina nove cêntimos.

São previsões que ainda podem mudar até ao fecho dos mercados na sexta-feira. O Brent, o petróleo que serve de referência na Europa, subiu no acumulado da semana cerca de 6%, apesar de ter descido esta quinta-feira. E a cotação do gasóleo também subiu.

Os ataques ucranianos a refinarias russas fizeram com que a exportação de gasolina esteja proibida até ao final do ano. O último ataque parou por completo uma refinaria e há escassez de combustíveis no país, o que aumenta a procura.

Mas, afinal, os combustíveis em Portugal não sobem sistematicamente mais depressa do que descem. A conclusão é da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que não encontrou “evidência persistente” desse fenómeno.

Num estudo realizado a pedido da ministra do Ambiente, a ERSE analisou a evolução dos preços nos primeiros sete meses do ano e concluiu que, de forma global, acompanharam os custos internacionais de aquisição.

Na gasolina, não foi encontrada evidência estatística de que as subidas sejam repercutidas mais rapidamente. No gasóleo, a ERSE identificou apenas uma diferença inicial, de reduzida dimensão económica e limitada às primeiras semanas de ajustamento.

E há outro dado que interessa particularmente a quem vive junto à fronteira: segundo a ERSE, a diferença dos preços dos combustíveis entre Portugal e Espanha explica-se essencialmente pela fiscalidade, e não pelas margens praticadas pelos operadores.

O regulador também não recomenda a imposição de margens máximas nos preços ao consumidor.

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