Na sua intervenção, Raimundo afirmou que Cuba enfrenta "enormes dificuldades" devido ao bloqueio, apontando a falta de energia, medicamentos e alimentos e referindo que, segundo os dados apresentados, há 10 meses que não entra combustível no país e que 7 mil contentores com alimentos, medicamentos e outros bens estão impedidos de chegar à ilha.
O líder comunista destacou a resistência de Cuba, apesar das dificuldades. "O que é extraordinário é que nestas condições Cuba, a pátria de Fidel Castro, resista, resista e resista com dignidade e firmeza. Isso é que é extraordinário. E Cuba não tem de justificar nada a ninguém", enfatizou. Dirigiu também críticas aos Estados Unidos, questionando a incapacidade da maior potência económica e militar do mundo para resolver problemas sociais como a pobreza, a injustiça, a subnutrição, a doença e a violência.
"A luta de Cuba, a luta por Cuba é a luta de todos os que abraçam os valores da verdade, da liberdade, da justiça, da soberania, da democracia e da paz", afirmou Paulo Raimundo, dirigindo uma saudação ao Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel. A intervenção terminou com um forte apelo: "Cuba não está só! Cuba vencerá!"