Há exatamente 60 anos, a 6 de agosto de 1966, era inaugurada a então denominada Ponte Salazar, infraestrutura que viria a ser rebatizada, em 1979, como Ponte 25 de Abril. Hoje é um dos maiores símbolos de Lisboa e uma das obras de engenharia mais marcantes da história de Portugal.
Os números continuam a impressionar. Diariamente, mais de 150 mil veículos atravessam a ponte, que é utilizada por cerca de 300 mil pessoas por dia, somando o tráfego rodoviário e ferroviário. No tabuleiro inferior circulam, em média, 174 comboios diários, assegurando a ligação entre as duas margens do Tejo.
Mas há um dado que continua a surpreender: uma obra desta dimensão foi concluída em menos de quatro anos. A construção arrancou em novembro de 1962 e envolveu cerca de 3.000 trabalhadores, que ergueram uma ponte com mais de dois quilómetros de comprimento, num desafio de engenharia considerado, na época, um dos maiores da Europa.
Quando abriu ao trânsito, em 1966, a ponte era a quinta maior ponte suspensa do mundo e a maior construída fora dos Estados Unidos. Inicialmente dispunha de quatro faixas de rodagem e só em 1999 recebeu a ligação ferroviária prevista no projeto original, passando a desempenhar também um papel fundamental no transporte ferroviário da região de Lisboa.
Ao longo destas seis décadas, a Ponte 25 de Abril tornou-se muito mais do que uma infraestrutura. Foi palco de momentos históricos, acompanhou o crescimento da Área Metropolitana de Lisboa e continua a ser um dos ex-líbris de Portugal, reconhecido em todo o mundo pela sua imponência e pela paisagem única sobre o rio Tejo.