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2024-05-24

É aqui que Estremoz vai construir cem casas e vender a baixo preço

«É a obra do século», segundo o presidente do Município, José Daniel Sádio, para quem os cerca de cem fogos irão ajudar a combater a falta de habitação na cidade. Apartamentos e moradias vão ocupar o loteamento da Avenida Rainha Santa Isabel, num projecto alavancado por 1,8 milhões de euros, que permitirá ainda requalificar esta entrada de Estremoz. 2025 deverá ser o ano do arranque das obras no terreno
 
TEXTO | Roberto Dores
 
   José Daniel Sádio avança que, depois de um impasse de mais de uma década, o processo entre a empresa Infra-estruturas de Portugal e a Câmara está «totalmente fechado» e com o visto do Tribunal de Contas. Fica a faltar apenas o último passo, traduzido numa questão processual relativa à homologação dos trabalhos já feitos, que passa pelo primeiro-ministro e ministro das Infra-estruturas e Habitação

   O projecto contempla a construção de moradias até à zona da Rodoviária, enquanto na placa central - onde costuma ficar o circo - vão ser construídos apartamentos que deverão responder a vários nichos de mercado. 

 
   Já no terreno a seguir às cocheiras, a autarquia cedeu o direito de superfície ao IRHU - Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana - onde vão ser construídos apartamentos para colocar no Programa de Arrendamento Acessível, destinados a jovens e classe média. Será também lançado concurso público com projecto para construção do sector privado.
«Vamos lançar 32 ou 34 lotes para moradias, que queremos pôr preços bem abaixo do preço médio de mercado. Falamos de cerca de um terço daquilo que é a avaliação média, tendo o objectivo de estimular a procura. É a pensar nos nossos jovens e naqueles que queiram cá fixar-se», sublinha o autarca.

   
José Daniel Sádio assume que Estremoz «está a fazer algo em grande para responder às dificuldades da habitação no concelho», apostando em «dar um choque no mercado imobiliário», para aumentar a oferta de alojamento «junto dos jovens e dos quadros superiores e médios das nossas empresas que se querem aqui fixar».

   E quanto à previsão de se começar a ver obra no terreno? O autarca quer  acreditar que em 2025 já possam estar reunidas condições para o IRHU avançar. «Temos que fazer concursos públicos para atribuição de regulamento e isso fica definido ainda este ano», conclui.

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