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2024-03-12

Figurado de Estremoz aumenta. Amor «não» é Cego e Primavera pela liberdade 

 
O desafio foi lançado a uma barrista de Estremoz pela Associação Ser Mulher (ASM) e foi aceite. Em breve os bonecos de Estremoz vão «conhecer» mais duas figuras que pretendem alertar para os direitos das mulheres, inspiradas nas peças que estão entre as mais célebres do figurado: O Amor é Cego e a Primavera
 
   A revelação foi feita pela presidente da ASM, Ana Beatriz Cardoso, durante a conferência «Mulheres na Sociedade antes e depois do 25 de Abril», que decorreu em Estremoz, ainda a propósito da celebração do Dia da Mulher. 
   
O Amor «não» é Cego sublinha a relação entre os casais, procurando aumentar o volume  das vozes contra os casos de violência, enquanto a Primavera traduz uma reinterpretação associada à liberdade e ao 25 de Abril, puxando pelas «conquistas para os direitos das mulheres», sublinhou a dirigente.

   Recorde-se que, por exemplo, o original  Amor é Cego é, desde os finais do século XX, uma das mais conhecidas e produzidas peças do figurado de Estremoz. Muitos são os estudiosos que tentam encontrar nesta figura inúmeras fontes de inspiração eruditas. Porém, não existem  certezas sobre a sua origem. É entendida pelo público como uma simples e bonita alegoria ao amor profano.
 
   A conferência foi moderada por Ivone Carapeto, advogada em Estremoz, tendo o painel sido composto por Manuela Fidalgo Marques, professora reformada e ex-vereadora da Câmara Municipal de Estremoz, Aurora Rodrigues, licenciada em Direito, que em 1972 aderiu ao MRPP, partido em que militou até 1977, além de Ana Beatriz Cardoso, licenciada em Direito, com frequência em pós-graduação em Direitos das Crianças e Jovens, especialização em Igualdade de Género.

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