Durante a intervenção na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Hugo Soares afirmou que o Executivo já reduziu quatro vezes o IRS desde que chegou ao Governo e que pretende continuar a baixar a tributação sobre as empresas.
“O Estado não deve sugar os recursos à sociedade civil. O Estado deve libertar as pessoas”, afirmou.
O dirigente social-democrata justificou também a redução dos impostos sobre as empresas com a necessidade de criar condições para aumentar o investimento, os salários e a dimensão das empresas portuguesas.
Hugo Soares rejeitou ainda qualquer receio em relação à obtenção de lucros pelas empresas. “Nós não somos daqueles que temos medo da palavra lucro”, disse, defendendo que as pequenas empresas devem poder crescer, as médias tornar-se grandes e as grandes ganhar capacidade para competir nos mercados europeu e mundial.
Salários, pensões e empregoNa intervenção, o secretário-geral do PSD destacou igualmente a evolução dos salários, afirmando que Portugal está atualmente entre os países onde os rendimentos mais têm crescido.
Hugo Soares defendeu que a subida do salário mínimo deve ser acompanhada pelo crescimento do salário médio, para evitar uma aproximação excessiva entre os dois níveis de remuneração.
O responsável social-democrata destacou ainda os aumentos das pensões e do Complemento Solidário para Idosos, dirigido aos pensionistas com menores rendimentos.
Na área do emprego, apontou para os níveis historicamente elevados de população empregada e para a redução do desemprego como sinais positivos da evolução da economia portuguesa.
IRS Jovem e habitaçãoHugo Soares destacou também as medidas dirigidas aos jovens, considerando que o IRS Jovem constitui “o melhor regime fiscal para um jovem até aos 35 anos” existente na Europa.
Referiu ainda a isenção de impostos na compra da primeira habitação, afirmando que mais de 100 mil jovens já beneficiaram da medida, e o Passe Ferroviário Verde, com um custo mensal de 20 euros.
O secretário-geral do PSD apresentou estes resultados como consequência da estratégia económica do Governo e questionou se existe suficiente reconhecimento público pelas medidas adotadas.
Na mesma intervenção, citou ainda uma referência recente do jornal francês Le Figaro a Portugal como um “caso de sucesso” económico, destacando o crescimento registado pela economia portuguesa no último trimestre.

