A reação surge depois das declarações de Luís Neves numa cerimónia da PSP na Madeira, onde o governante afirmou estar empenhado em contribuir para derrotar politicamente o populismo.
Numa publicação nas redes sociais, Mariana Leitão defende que a permanência de Luís Neves no Governo “destrói a imagem da Polícia Judiciária, arrasta o Governo e impede-o de se concentrar em governar, colocando-o em crise permanente”.
A líder liberal considera ainda que a continuidade do ministro “reforça de forma grave a narrativa populista” em Portugal, apontando à forma como o Chega tem explorado aquilo que André Ventura classifica como “uma sucessão de casos mal explicados e ligações perigosas”.
Dirigindo-se diretamente ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, Mariana Leitão considera “absolutamente irresponsável” permitir que Luís Neves continue no Executivo.
“Se o primeiro-ministro não tem coragem para o demitir, por razões que só ele saberá”, escreveu, cabe então ao ministro da Administração Interna “colocar a nação à frente da sua lamentável circunstância pessoal e demitir-se”.