Portugal já registou 210 detenções relacionadas com incêndios este ano, um número que representa mais do dobro do registado no mesmo período do ano passado. O dado foi avançado esta terça-feira pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, que destacou o reforço da prevenção e da atuação sobre comportamentos de risco.
Montenegro sublinhou que a estratégia passa também por uma atuação “implacável” perante quem tenha atitudes criminosas. A par das detenções, o Governo aponta o reforço do ataque inicial aos incêndios e a maior coordenação entre as várias forças como fatores importantes para travar a propagação das chamas.
O primeiro-ministro falava à margem de uma visita à sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, tendo destacado o trabalho desenvolvido pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, na resposta aos incêndios e afirmou, sem rodeios: “Tem feito um trabalho extraordinário.”
Apesar da diminuição significativa da área ardida face ao ano passado, o primeiro-ministro deixou um alerta: o risco de incêndio continua elevado nos próximos dias e exige cuidados redobrados por parte da população.