Em declarações à TSF, Jorge Pinto afirmou que a entrada em massa de migrantes em Ceuta constitui uma "tentativa de enfraquecimento político de Espanha e de todo o projeto europeu", considerando que o episódio exige uma resposta firme por parte de Portugal.
O dirigente do Livre anunciou que o partido vai escrever à Federação Portuguesa de Futebol e ao Governo para defender que o país reavalie a coorganização do Mundial de 2030 com Marrocos. "Queremos, perante um problema que não foi criado por nós, agora poder ajudar a ser parte da solução", justificou, apelando a uma decisão tomada com "cautela e sensatez".
Jorge Pinto sustentou que a realização de um evento da dimensão do Campeonato do Mundo exige garantias de segurança, logística e organização que, na sua opinião, Marrocos não reúne atualmente. O deputado considerou ainda que o fluxo migratório registado em Ceuta levanta dúvidas sobre a capacidade de assegurar essas condições e defendeu que Portugal deve ponderar também o significado político de manter a parceria com o país norte-africano.