“Seguir as regras da sala de aula, mas também há tempo para brincar, também há tempo para dar asas à criatividade, até há tempo para fazer asneiras”, foi sublinhado por Luís Montenegro.
Num discurso dirigido aos alunos, houve ainda espaço para lembrar que errar faz parte do crescimento.
“Nenhum destes senhores que está aqui de fato e de gravata deixou de fazer asneiras quando tinha a vossa idade. Isso também faz parte”, afirmou, defendendo uma maior tolerância perante as diferentes circunstâncias e experiências de cada aluno.
A utilização dos telemóveis na escola foi outro dos temas abordados. A mensagem deixada aos alunos foi clara: a limitação dos telemóveis durante determinados períodos não deve ser encarada como um castigo, mas como uma forma de ajudar a concentração.“A questão dos telefones, dos telemóveis, repito, não é um castigo”, disse Montenegro, assumindo que o objetivo é que, durante o período de aulas, os alunos se concentrem naquilo que estão a fazer, sem que isso signifique rejeitar a tecnologia.
“Não podemos, nem devemos, nem vamos travar” a dimensão técnica e tecnológica, afirmou, defendendo-se antes uma adaptação da escola às novas ferramentas.
A tecnologia, acrescentou, deve continuar a fazer parte do processo de aprendizagem, incluindo para pesquisas e comunicação, mas com regras que permitam não prejudicar os objetivos da escola.
A mensagem deixada aos alunos passa, assim, por um equilíbrio entre regras e liberdade, concentração e criatividade, aprendizagem e brincadeira.
“Temos de ter a tolerância de compreender as incidências da vida de cada um”, resumiu o chefe do Governo.