Nasceu em Ceuta e viveu ali toda a vida. Mas diz que já sente saudades de uma coisa que, até há pouco tempo, fazia naturalmente: sair de casa e jogar à bola na rua com os amigos.
O jovem esteve esta quarta-feira em Badajoz, acompanhado pela família, numa manifestação de apoio à população de Ceuta.
Quando lhe perguntámos como mudou o seu dia a dia, a resposta foi simples:
“Antes podia sair à rua, ir ao parque e jogar futebol com os meus amigos. Mas desde 31 de julho, com a entrada massiva de imigrantes, ainda não pude voltar a sair à rua, nem jogar futebol, nem nada.”
A mãe descreve uma cidade que considera “completamente abandonada” e afirma que, apesar das declarações do Governo espanhol sobre a resolução da situação, continuam em Ceuta mais de 15 mil pessoas.
A residente fala também em insegurança, referindo roubos, saques e alegados ataques envolvendo migrantes, cidadãos, forças de segurança e militares.
A família vive em Ceuta e deslocou-se a Badajoz para visitar familiares. A manifestação acabou por ser também uma oportunidade para dar voz à preocupação que dizem sentir perante a situação na cidade.