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2023-12-05

Nova jóia do Alentejo abre portas até Março. Hotel com 70 quartos vem depois

 
Fica o aviso. A primeira visita à renovada Fortaleza de Juromenha poderá gerar um cruzamento de reacções. «As pessoas vão ficar impressionadas com a intervenção na muralha e com aquilo que ficou agora à vista. A reconstrução é uma coisa notável. Mas depois vão ficar um bocadinho decepcionadas com o interior», adianta o presidente da Câmara do Alandroal, João Maria Grilo
 
TEXTO | Roberto Dores
 
   Passamos a explicar. A requalificação do monumento que está à beira do fim  - cuja inauguração poderá ter lugar em Março - incidia sobre os três níveis da muralha: árabe, medieval e seiscentista. Para o interior, como estava previsto, apenas se procedeu à prospecção arqueológica para fazer o levantamento das estruturas, ajudando a abrir caminho à construção de um hotel com capacidade para 70 camas.

   No horizonte está a concretização de um projecto privado de natureza turística, à boleia do programa Revive - destinado à reabilitação do património e turismo - sendo neste processo que a autarquia já está a trabalhar, admitindo que o concurso possa sair próximo da data da conclusão das obras na fortificação.

   «As pessoas têm que estar preparadas para assistirem a uma fortaleza visitável, com percursos interiores e exteriores de visitação e com um projecto de luminotécnica, que vai garantir iluminação durante a noite. Essa parte está feita», esclarece João Maria Grilo, ressalvando que nos edifícios interiores a intervenção terá lugar numa fase posterior pelo investidor privado que venha a assumir a obra do futuro hotel, sendo a unidade hoteleira encarada pelo edil como uma «alavanca de desenvolvimento» para o concelho.

   Porém, insiste o autarca, a intervenção que está beira do fim será sempre um «passo de gigante» que salvou o imóvel histórico da degradação acumulada durante décadas. «Sem esta intervenção pública por parte do município nas muralhas nunca abriríamos a possibilidade de uma intervenção privada no interior, porque nenhum privado estaria disposto a gastar 5 milhões de euros nas muralhas para só depois começar a desenvolver o seu trabalho», acrescenta João Maria Grilo.
 
A importância do investidor privado

Eis a resposta do presidente da Câmara do Alandoal sobre a hipótese de ser o Município a reconstruir o interior da Fortaleza, deixando-a apenas entregue à visitação. «Há dois problemas graves. Primeiro, tínhamos que arranjar mais uns milhões para reabilitar o que lá está. Depois tínhamos a manutenção constante. Um município como o nosso não tem condições para suportar isso. Seria a lógica contrária ao desenvolvimento e à perspectiva que nós temos de tirar valor da reabilitação», resume.
A conclusão da Fortaleza e o investimento que segue estão entre as Grandes Opções do Plano e Orçamento Municipal do Alandroal para 2024.

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