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2023-05-23

O «galã reformado» que não pensa na morte e adora o Alentejo

 
O Teatro Bernardim Ribeiro acaba de completar cem anos, mas quando  Ruy de Carvalho nasceu só tinha... quatro. O actor regressou esta tarde à sala de espectáculos de Estremoz para assistir à inauguração da exposição «Retratos Contados», traduzida em cerca de 30 fotografias do arquivo, que homenageiam a carreira de oito décadas 
 
TEXTO l Roberto Dores 
 
   Já no palco, comodamente sentado num cadeirão, abordava o segredo da sua longevidade. «96 anos e três meses», como fez questão de sublinhar à plateia. Ainda ontem à noite se deitou por volta das 03.00 da manhã, pegando na deixa para garantir que o «trabalho é vida», mas deixou esta recomendação: «O segredo é não pensar na morte e pensar na vida. Não quero saber da morte para nada», referiu num tom assertivo que arrancou animados aplausos.

 
   E o que é feito do «galã» que pisou os palcos do Mundo? «Já não sou galã. Pronto, sou um galã reformado», ironizou Ruy de Carvalho, depois de já ter falado das saudades que sente da maioria dos actores com quem contracenou e que surgem ao seu lado na exposição fotográfica.

 
   Para trás já tinha ficado a declaração que coloca o Alentejo entre as suas regiões preferidas, ao lado de Trás-os-Montes. Afinal, por alguma razão assumiu ser embaixador deste terço do território nacional. «Sou filho de pai transmontano e tenho uma grande honra em ser embaixador do Alentejo», assumiu, justificando que «as pessoas do Alentejo são parecidas com as de Trás-os-Montes».

   Então ficamos assim: «O meu pai era transmontano e eu sou alentejano e transmontano. É uma mistura. Farei sempre o possível para que o Alentejo tenha muita gente a visitá-lo para conhecer esta maravilhosa terra, que é Estremoz, e o Alentejo na sua totalidade», acrescentou. 

   A plateia ouviu ainda Ruy de Carvalho recordar a amiga Eunice Muñoz, natural da Amareleja, no momento em que começou a falar com sotaque alentejano. De Beja. 
 

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