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2022-05-23

Quando o sangue era usado para construir monumentos

   José Martins, o guia do Forte de Santa Luzia, revela como se construía antes do cimento ter aparecido, no século XX. «Era a cal das paredes derregada. Na cal misturavam o barro e a resina das árvores que era a cola. A essas três coisas misturavam a pedra e a terra. Faziam disto tudo uma espécie de argamassa», revela.
   Mas nas obras do forte à entrada de Elvas, com Badajoz à vista - que começaram em 1641 e ficaram concluídas sete anos depois - houve mais uma matéria-prima que se juntou à construção. Sangue de animais adquirido nos matadouros. Para quê? 
 

FOTO CM ELVAS

   Voltemos a «escutar» José Martins. «Todo o sangue que sobrasse do abate de animais que não servisse para a nossa comida nem para a carne cheia, ia para obras. O sangue tem ferro. Quando coagula, fica uma pasta dura, que ninguém consegue destruir. Aqui na minha terra chama-se serrabulho. Eles tinham que se servir das técnicas que havia da Época». A mesma técnica seria aplicada em vários monumentos e em outras obras da época.

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