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2023-08-04

«Quando vimos o Castelo de Terena decidimos que era aqui que íamos morar»

 
É uma história peculiar contada por um casal de franceses. Martine e Patrice Cousin andavam à procura de casa para comprar no Alentejo, quando avistaram da estrada o Castelo de Terena (no concelho do Alandroal). Não foi preciso pensar mais. Era ali mesmo que estava o que procuravam

TEXTO l Roberto Dores
 
   «Vimos logo da estrada o castelo que estava cá em cima. Ui. Lugar tão lindo. Era mesmo o que queríamos», descreve Martine, que já «arranha» no Português, enquanto o marido vai puxando pela arte que as mãos dominam numa espécie de atelier a céu aberto às portas do Castelo de Terena.

 
   Patrice faz mais uma miniatura em barro que há-de juntar a tantas outras que distribui pela mesa, onde presépios se misturam com ceifeiras, oleiros e outros tantos temas que fazem parar quem ali passa.

   São de Bordéus. Ambos reformados. A aventura pelo Alentejo começou há cinco anos, desde o tal dia em que Terena os «chamou» lá do alto. «Falámos com um senhor de Lisboa que nos mostrou a casa e comprámos. Nem precisou de obras, estava pronta a habitar. Além disso, queremos a manter a traça portuguesa que é linda», sublinha Martine.

   Revela que passou a dividir o tempo - praticamente - entre Bordéus e Terena. «Passamos aqui longas temporadas, quatro ou cinco meses», sublinha, destacando que «o tempo é óptimo» e até já vão conhecendo muitas pessoas. «Tratam-nos muito bem. Encontramos tudo para ser aqui felizes», acrescenta. 
 
 
   E até a qualidade do barro merece o aplauso de Patrice. Depois das peças feitas e consolidadas basta irem ao forno para cozer. Porém, a arte deste francês não esgota por aqui. Estende-se até pintura de quadros. O seu perfil  do Facebook em - https://www.facebook.com/patrice.cousin.750  - exibe uma espécie de exposição digital, por exemplo, com várias pinturas inspiradas em Monsaraz.

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