O Presidente da República deixou este domingo um alerta para a persistência de falhas na prevenção dos incêndios e defendeu que as recomendações resultantes das grandes tragédias dos últimos anos têm de passar efetivamente à prática.
António José Seguro falava durante a sessão solene dos 150 anos da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Egitanienses, onde recuperou uma frase que tinha proferido há exatamente um ano, quando Portugal enfrentava uma vaga de incêndios de grandes dimensões.
“Não pode haver lágrimas no verão e indiferença no resto do ano.”
O Presidente da República voltou a insistir na necessidade de reforçar a prevenção e a capacidade de resposta do país, apontando o mais recente relatório da Comissão Técnica Independente, que avaliou os incêndios de agosto do ano passado, como mais um sinal de alerta.
Segundo Seguro, continuam por resolver problemas que já tinham sido identificados depois dos incêndios de 2017.
“Muito ficou por fazer depois dos relatórios anteriores, dos incêndios de 2017. E essas falhas reduziram a nossa capacidade de resposta aos grandes incêndios do ano passado”, afirmou.
O Presidente deixou, por isso, uma advertência direta às autoridades: “É urgente evitar que as medidas propostas fiquem na gaveta, adiadas sine die.”
António José Seguro alargou ainda a preocupação a outros fenómenos extremos, como as vagas de calor, as intempéries e os sismos, defendendo uma atuação mais rápida, mobilizadora e baseada no conhecimento científico para proteger as populações.
A intervenção surge numa altura em que Portugal continua particularmente atento ao risco de incêndio durante o verão, reforçando a importância da prevenção ao longo de todo o ano.
Fonte: TSF