Em declarações à TSF, o presidente do sindicato, Bruno Pereira, considerou que a opção do ministro “não lhe fica bem” e representa um desrespeito pela instituição policial.
“Parece-me muito mau tom, direi até com alguma vergonha, que o senhor ministro tenha utilizado um momento cerimonial do aniversário do Comando Regional da Madeira, que é um comando com muita dignidade, onde trabalham mais de mil polícias, para fazer este tipo de intervenção”, afirmou.
Para o dirigente sindical, os esclarecimentos prestados por Luís Neves não trouxeram novos elementos à discussão. “O conteúdo [dos esclarecimentos] não adiciona nada” e a defesa da honra do ministro “ficou-se por renovar”, afirmou Bruno Pereira.
O presidente do SNOP considera ainda que o ministro continua “diminuído” politicamente e entende que a sucessão de polémicas justifica a existência de avaliações formais às explicações que Luís Neves já prestou sobre os vários assuntos que estão sob investigação.
“Se assim não fosse, não haveria tanto ruído e tanta necessidade de haver aqui avaliações formais”, sustentou Bruno Pereira, referindo-se aos esclarecimentos prestados pelo ministro há cerca de três semanas.
As declarações do sindicato surgem no mesmo dia em que Luís Neves voltou a defender a sua permanência no Governo e afirmou que pretende contribuir para derrotar politicamente o populismo.