ASPP quer discutir diretamente com o primeiro-ministro a falta de efetivos, os problemas da PSP e o cumprimento do acordo celebrado em 2024
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) pediu uma reunião urgente com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, para discutir aquilo que considera ser o atual estado da segurança interna e os problemas que afetam a PSP.
A estrutura sindical diz estar preocupada com a escassez de efetivos, os constrangimentos enfrentados pela polícia, o processo negocial e o cumprimento do acordo celebrado em 2024, que, segundo a ASPP, continua por concretizar em vários pontos.
Em declarações à TSF, o presidente da associação, Paulo Santos, defendeu que a discussão deve agora chegar ao chefe do Governo.
O dirigente sindical considera que a PSP continua sem respostas para os problemas que enfrenta e descreve uma instituição com dificuldades crescentes ao nível da capacidade operacional.
“Continuamos, a cada dia que passa, a ver a instituição falida e sem qualquer capacidade operacional”, afirmou Paulo Santos.
O presidente da ASPP relaciona os recentes incidentes registados em Lisboa e no Porto com problemas estruturais que, segundo defende, resultam da falta de efetivos, do reduzido investimento e da ausência de políticas de prevenção.
Paulo Santos recorda que o modelo de policiamento da PSP assenta numa lógica preventiva, mas sublinha que essa resposta exige mais profissionais e melhores meios.
Para o sindicato, é necessário definir uma estratégia para os próximos anos, reforçar os quadros, abrir concursos, rejuvenescer a instituição e valorizar as carreiras.
Quanto aos anúncios de reforço do policiamento em Lisboa e no Porto, o presidente da ASPP considera que se trata de uma “medida vazia”, defendendo que não é possível reforçar a presença policial sem resolver, primeiro, o problema da falta de efetivos.
A associação aguarda agora uma resposta ao pedido de reunião com o primeiro-ministro.