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2026-08-22

Vespa asiática: o que não pode mesmo fazer se encontrar um ninho

A presença da vespa-asiática, ou Vespa velutina, continua a preocupar agricultores, apicultores e a população em geral. A espécie invasora está particularmente ativa durante os meses mais quentes e, embora não seja considerada mais perigosa para as pessoas do que a vespa-europeia, pode representar um risco quando se sente ameaçada, sobretudo na proximidade dos ninhos.

A vespa-asiática distingue-se pelo corpo predominantemente escuro, uma faixa alaranjada no abdómen e as extremidades das patas amarelas. É uma espécie predadora que se alimenta, entre outros insetos, de abelhas, constituindo uma ameaça significativa para a apicultura e para o equilíbrio dos ecossistemas.

Os ninhos podem atingir grandes dimensões e são frequentemente construídos em locais elevados, embora também possam surgir noutros pontos. Durante o verão, a atividade das colónias aumenta, pelo que a aproximação a um ninho deve ser evitada.

O que fazer se encontrar um ninho?

A principal recomendação é não se aproximar, não tentar destruir o ninho e evitar movimentos bruscos ou vibrações que possam provocar a colónia. A perturbação de um ninho pode desencadear um ataque em grupo.

O avistamento deve ser comunicado através da plataforma oficial STOP Vespa, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), indicando, sempre que possível, a localização exata e juntando fotografias. A plataforma permite às autoridades acompanhar a distribuição da espécie e encaminhar os casos para os serviços municipais responsáveis pelo controlo dos ninhos.

Também pode ser contactado o Serviço Municipal de Proteção Civil da área onde foi identificado o ninho, uma vez que são os municípios, através dos seus serviços de proteção civil, que coordenam a intervenção.

A destruição dos ninhos deve ser realizada por equipas especializadas e com equipamento adequado. Não tente eliminar o ninho por iniciativa própria.

E se for picado?

Uma picada de vespa-asiática não significa automaticamente uma situação de emergência. Tal como acontece com outras vespas, pode provocar dor, vermelhidão e inchaço, mas o maior risco está associado a reações alérgicas graves, a várias picadas ou a picadas em zonas particularmente sensíveis.

Há ainda uma diferença importante relativamente às abelhas: a vespa-asiática não deixa normalmente o ferrão preso na pele, pelo que não deve perder tempo a tentar localizar ou retirar um ferrão que não existe.

Após uma picada, pode lavar a zona com água e sabão e aplicar frio local. Deve estar atento ao aparecimento de sinais de reação alérgica, como inchaço generalizado, dificuldade em respirar, tonturas, sensação de desmaio ou inchaço da língua e da garganta. Perante estes sintomas, deve procurar assistência médica urgente.

A situação merece especial atenção quando ocorrem várias picadas ou quando a pessoa sabe que é alérgica ao veneno de insetos.

Um simples avistamento de uma vespa-asiática também não significa necessariamente que exista um ninho nas proximidades. No entanto, a comunicação das ocorrências é importante, sobretudo junto de apiários, devido à predação das abelhas e ao impacto que a espécie pode provocar na atividade apícola.

A recomendação mais importante é simples: não perturbar, não tentar eliminar e comunicar às autoridades.

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