A Praia da Costa de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, está em destaque numa publicação da National Geographic dedicada a destinos menos conhecidos do sul de Portugal.
A publicação espanhola descreve Santo André como um lugar para quem procura tranquilidade, longos areais e contacto com a natureza, longe dos destinos mais procurados pelo turismo de massas.
Entre os principais atrativos está a extensa praia, que se prolonga por cerca de cinco quilómetros até à zona de Melides, integrada num corredor litoral de aproximadamente 60 quilómetros entre Tróia e o cabo de Sines.
A paisagem é marcada pelo Atlântico, pelas dunas e pela vegetação característica da faixa costeira. A National Geographic destaca particularmente o cordão dunar de Santo André, considerado uma formação frágil onde espécies como o barrão, o cardo-marítimo e o cordeiro-da-praia ajudam a fixar e moldar a paisagem.
Para proteger este ecossistema, existem passadiços de madeira que permitem atravessar as dunas e chegar à praia sem contribuir para a sua degradação.
A publicação salienta ainda a presença da Lagoa de Santo André, uma das áreas naturais mais importantes da região, e as condições da costa para a prática de surf, bodyboard, windsurf e kitesurf, sobretudo nos dias de maior vento.
O artigo faz também uma distinção entre Vila Nova de Santo André, criada na década de 1970 associada ao desenvolvimento industrial e portuário de Sines, e a zona balnear de Santo André, onde se encontra uma das paisagens costeiras mais preservadas do litoral alentejano.
Para a National Geographic, é precisamente essa combinação entre praias extensas, dunas, lagoa e reduzida presença humana que faz de Santo André um destino particularmente interessante para quem procura natureza e sossego.
Um reconhecimento internacional que coloca novamente o litoral alentejano no mapa dos destinos a descobrir.